domingo, 18 de agosto de 2013

Declaração

Meu amor,
Que seria de mim
Se, sem ti,
Eu vivesse?

Que mais poderia sentir
Fruto desse amor
Que flui livre
Em teus olhos
Nos quais
Meus olhos repousam?

Em teu colo encontrei alento
Em teu alento encontrei-me jovem
Fruto da sede de bem querer-te.

És meu repouso,
Minha mortalha.
Qualquer serenata que valha
Um sorriso teu.

Encontro-te
Em cada brisa a refrescar-me a face
Pois que carregas
O frescor dos tempos
Distantes.

Como é bom
Sermos
Amantes.

Mesmo que não saibas
De todo o meu carinho
Entenda que sozinho
Não poderei me deixar viver.
Visto que teu ar
Segreda em meus pulmões
A vida que em ti
Corre em serpentina.
Sozinha
Jamais estarás.

É teu meu canto,
Meu rebanho,
Meu infantil medo
De te perder.

É tua a minha alma
Assombrada e cansada
Extasiada ao te observar de longe.

São tuas minhas carícias
Tímidas
E com a malícia
Que só eu,
Pretencioso,
Te entrego.

Me entrego.

Sou teu,
Amor meu,
prisioneiro liberto
de teu manhoso coração

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