contra a parede que construí
para impedir que tua maré
me invada e me arraste.
Gafanhotos a voarem
destruindo o que resta
de minha plantação
de tulipas e hortênsias,
Margaridas e rosas
prontas para serem colhidas
e formarem meu buquê.
Fome de sal.
Do sal.
Do teu sal.
Em rota de colisão,
pegando fogo,
explodindo por dentro
uma bola incandescente
a queimar de amor.
Um ardor maior que o calor do sol,
tão quente quanto a pele
de teu rosto
a enrubescer-se de timidez.
Congelante qual teu olhar
amadeirado
em mogno...
E cobre.
Que catástrofe és.
E pensar que,
apesar de tudo,
é contigo que
quero passar
o fim do mundo.
Gafanhotos a voarem
destruindo o que resta
de minha plantação
de tulipas e hortênsias,
Margaridas e rosas
prontas para serem colhidas
e formarem meu buquê.
Fome de sal.
Do sal.
Do teu sal.
Em rota de colisão,
pegando fogo,
explodindo por dentro
uma bola incandescente
a queimar de amor.
Um ardor maior que o calor do sol,
tão quente quanto a pele
de teu rosto
a enrubescer-se de timidez.
Congelante qual teu olhar
amadeirado
em mogno...
E cobre.
Que catástrofe és.
E pensar que,
apesar de tudo,
é contigo que
quero passar
o fim do mundo.

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