segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Juízo

Deus bate o martelo:
o Universo explode,
nascemos (estrelas),
brilhamos (luminosas),
morremos (apagadas) 
por culpa do amor e da fé,
por causa do ódio e do dó.

O julgamento começa
e os culpados se dizem inocentes
e a inocência não existe.
Da acusação fugimos
e nela nos encontramos,
juízes e promotores que somos.

Rezamos e remamos
em marcha à ré,
réus que negamos.
Refazemos os pedidos,
remarcamos o horário
e lutamos contra o reinado.

Rumores.
Recuamos (ruidosos),
escondemo-nos (cavernosos),
fugimos (duvidosos),
silenciamos (pecaminosos).
Vítimas culpadas,
flageladas pelo pulsar do próprio coração.
Réus condenados, 
vítimas da própria ambição.

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