Vivo para a música,
vivendo em sua busca
com ela marcando meu compasso
e sendo minha bússola.
É como se todo dia
eu acordasse gritando em clave de sol,
ajustando a harmonia,
dançando um ritmo sem nó.
E nos dias tristes,
lamentasse em dó,
descompassando o intervalo
e revelando a melodia.
Tocando meu corpo
por semibreves momentos.
Tornado-me mínima
em sons agudos.
Sem pestanejar,
meu bolero dança a balada,
ao som do barítono
fazendo serenata.
E nessa imensidão musical,
fez-se da orquestrada sinfonia
uma doce sonatina,
musicando a poesia.
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