terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Sobre gostar

Semelhante a lambuzar-se
ao olhar para o objeto de desejo,
como se fosse sorvete,
devorando-o aos poucos
e tomando cuidado para não perder uma gota.
Mas não refresca...
Ferve.

Arde qualquer coisa no peito
e o coração bate acelerado
quando sente a energia da coisa.
O desejo é visível aos olhos
e tremular das mãos.

Um ser dominador
invade o ser
e você não se reconhece.
Algo como uma branda possessão
toma-lhe o ser
e você quer,
deseja,
grita
como uma criança mimada
escondida em uma branda face
que não entrega a loucura
que se passa
quando a luz invade a pupila.

E o controle?
Ah, o mundo todo crê
que você está controlada,
e ninguém,
a não ser você mesma,
percebe o quanto está mudada.

Ninguém sabe,
mas você gosta.

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