tudo que for seu,
palavras, ações,
tesões,
aprisione dentro de si.
Feche-se.
Tranque qualquer porta,
vede qualquer fresta
pela qual um olhar qualquer possa entrar.
E deixe crescerem arestas.
Assim,
elas rasgam aos poucos
relembrando cada sufoco
daquele muito amar.
Segundo:
sorria.
Sorria para todos
um sorriso sonso
mas não tão morto
quanto quem está por trás.
Bom hálito é essencial.
Terceiro
e não menos especial:
engane-se.
Minta para si
dizendo que não há nada de errado
em não mais amar
por ter amado demais.
Afirme-se,
negando-se o direito de viver.
Desfaleça
antes de cada beijo,
cheiro,
desejo
que insista em fazê-lo amar.
Esqueça de si,
posto que, se não pode mais mais amar,
não se pode mais viver.
Olá, Eliza.
ResponderExcluirMeu nome é Worlen. Estudo letras e, procurando alguns blogs de poemas, encontrei o seu. Gostei muito de sua escrita. Parabéns
Tenho também um blog de poemas, caso interesse, o endereço é www.instintolirico.blogspot.com.
Abraço
Worlen
Worlen! Fiquei muito feliz com o seu comentário!
ExcluirA respeito de seu blog, adorei! Inteligentíssimo!
Abraços