terça-feira, 17 de abril de 2012

Essa menina

A menina deixou de sonhar e passou a agir.
Transcendeu, cresceu, explodiu.
Na explosão, sorriu, leve e docemente
E se abriu em primaveras ensolaradas.

Os sonhos se tornaram escassos, 
Pois muito sonhara e pouco conquistara.
Pôs a mão na massa,
Bateu o pé
E marchou em voz, suor, lágrima e dor.

Cantou, investiu, quase desistiu.
Questionou-se tantas vezes
Que sonhou com as questões.
A dúvida ficou de um lado,
A certeza ficou do outro
E, no meio delas, se entregou ao mundo torto.

Não tinha certeza se conseguiria
Não tinha certeza se falharia
Não tinha certeza de que era certo deixar de sonhar,
Mas agindo conquistou o universo.
Ele se tornou seu.

As estrelas brilharam só para ela,
A luz dissipou a sombra que a rodeava,
E ela curtiu, apenas curtiu
E abriu a porta que para ela se fechara.

Entrou, arrasou, triunfou
Tornou-se forte,
Desfez-se da morte
E adiante não hesitou.
Continuou
Guerreira
A lutar contra a dor.

Um comentário:

  1. Aê, Eliza!!! Belo poema! Pra atravessar o rio tem mesmo que enfrentar a correnteza e os crocodilos!! Saudade de você!!

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