Profundos,
imensos e pequenos.
1 segundo.
Novamente,
profundos,
imensos e pequenos.
Afogo-me na profundeza
das pupilas,
enredo-me, transitivamente,
na doce íris.
Perco-me.
Como o urso,
enfrento o enxame de pensamentos
e procuro pelo doce daqueles olhos.
Uma overdose daquela glicose
que meus olhos saborearam
fez-me perder o controle
dos movimentos,
das palavras,
dos pensamentos.
Um piscar.
Nem sei se respirava.
Ofegante, retomo o controle,
emirjo daquela profundeza,
me liberto das redes
daqueles olhos cor-de-mel.
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