Seus belos olhos
saltavam das órbitas
e fixavam religiosamente
a velha janela.
A canção ao fundo
não era ouvida
nem por sua inconsciência
e sua mente não trabalhava,
para isso a paciência se esgotara.
A cútis paliçádica brilhava
com a pequena réstia de luz
que entrava.
A morbidez de seus sonhos
pairava como nuvem
sobre a nuca
e a voz não saía.
Sentada na cadeira
ia morrendo,
morrendo ia
admirando aquela única fantasia.
nossa, frágil, você escreve muito bem...
ResponderExcluirtransmite sentimentos indefiníveis, mas bons de serem sentidos
beijos
ampola