Não discordo que a pressão sofrida
possa servir como justificativa.
Mas há que se ter força para assumir
os riscos de servir
a poucos que pouco toleram,
a alguns fracos que pouco suportam.
Sirva pensando na maioria que é forte,
embora ainda não saiba
o tamanho de sua força.
Pois aqueles que pouco se conhecem
somam-se
em busca de conhecer ao máximo
tudo aquilo que os rodeia.
Talvez o preço pelo auto-desconhecimento
seja conhecer as mazelas do próximo,
sem perceber que as mazelas dele
estão muito presentes em nós mesmos.
Somos um,
em mazelas,
desassossegos
e desaforos.
O mundo já é um sufoco sem tamanho,
então por que fazer dele algo pior?
Sirva aos fortes que se acham fracos,
governe pelos desconhecidos,
mas não se esqueça daqueles
que querem sua derrota.
Não por vingança
ou qualquer falta de esperança,
mas por saber que,
se deixar o mundo nas mãos destes,
o mundo não terá mais jeito.
Lide e assuma
todos os seus defeitos,
mas lembre-se que respeito
jamais pode faltar.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
terça-feira, 30 de julho de 2013
Infelizmente... Há.
Pelo menos
amor desiludido
não gera ressentimento
de ideais.
Mas o que seria,
então,
pior que desamor?
Seria aquela perda de confiança.
O nascimento de uma desconfiança
gerada em sal.
Sal do deserto
interno
de quem não tem amor.
De quem não tem ardor.
É a derrubada do escudo
com o qual
tal desertado
antes se protegera.
Aquela redoma com a qual
o iludido protegera,
da umidade,
o sal.
Ah, se o iludido soubesse
que o sal precisava ser mais humilde,
deixaria o deserto virar mar.
E, no final das contas,
a umidade afoga o iludido
que, humilde, não sabe nadar.
Não sabia nada.
Umidade salgada essa
que provém das lágrimas.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Carmim caminho
Encerro-me na vida
a procurar frestas luminosas
de beleza e saciedade.
E na luz vou mergulhando,
afogando e saboreando
o colorido dos caminhos
negros, brancos e vermelhos,
cheios de luto e luta
tal como é a vida.
Porém na luta me encontro,
embora na saudade
de tempos não vividos
eu me perca.
A saudade do futuro corrói
mais que o desgaste do passado,
apenas porque
de certeza na vida
temos somente o pretérito...
Perfeito, imperfeito e mais-que-perfeito.
a procurar frestas luminosas
de beleza e saciedade.
E na luz vou mergulhando,
afogando e saboreando
o colorido dos caminhos
negros, brancos e vermelhos,
cheios de luto e luta
tal como é a vida.
Porém na luta me encontro,
embora na saudade
de tempos não vividos
eu me perca.
A saudade do futuro corrói
mais que o desgaste do passado,
apenas porque
de certeza na vida
temos somente o pretérito...
Perfeito, imperfeito e mais-que-perfeito.
domingo, 23 de junho de 2013
Romântica
E eu adoro.
Detesto romances,
mas adoro esse meu defeito.
Não suporto rumores de paixão,
ou qualquer
barulho ou alucinação.
Mas adoro fantasiar
essa sensação.
É, eu sou romântica.
Assim como sou boba,
sofrida,
louca varrida,
eu sou semântica.
Eu sou romântica.
Mas não doida a ponto de te falar
de fato.
Eu não sou romântica no ato.
Eu sou romântica pra mim.
Pra você?
Pra você
meu pensamento é o que basta.
Não sou muito de palavras,
então não se sinta
meu alvo.
Sou romântica para mim.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Planeta retrógrado
Do grito fez-se o engano
lento e pronto a lamuriar.
Do espanto fez-se dano
ao coração ao palpitar.
Leve sono, pronto pranto
a derramar em noites tempestuosas.
Suor que da testa escorre
com o peso do mundo sobre as costas.
Sobre os outros
não há mais o que comentar.
Lentos a vagar,
Parados em achar.
E de achismos
a machismos caminha a humanidade a afundar.
Lerda, sonsa e preguiçosa,
com preguiça de trabalhar
e medo maior de se apaixonar.
Besta massa petulante
com medo de viver.
lento e pronto a lamuriar.
Do espanto fez-se dano
ao coração ao palpitar.
Leve sono, pronto pranto
a derramar em noites tempestuosas.
Suor que da testa escorre
com o peso do mundo sobre as costas.
Sobre os outros
não há mais o que comentar.
Lentos a vagar,
Parados em achar.
E de achismos
a machismos caminha a humanidade a afundar.
Lerda, sonsa e preguiçosa,
com preguiça de trabalhar
e medo maior de se apaixonar.
Besta massa petulante
com medo de viver.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Casmurrando
náufrago em tuas pupilas,
afogado em ti,
menina.
Acaso não me vês,
querida,
cego por ti?
O que queres de mim,
menina?
Que quando te vejo
faz me sentir louco
assim.
Tu te vês,
pequena,
tão linda em mim?
Por onde andas,
paixão,
me deixando aqui
na companhia da solidão?
Cansei de sonhar,
bonita,
e já não consigo mais me resgatar
das teias de tua íris.
Te amo,
meu amor,
embora não admita
carregar tamanho fardo.
Te amar é um fardo,
querida,
que pesa em meus ombros
deixando-me cada dia mais
insensato.
Malditos sejam,
Capitolina,
teus benditos olhos de ressaca.
quinta-feira, 28 de março de 2013
Quando o amor acaba
O amor acaba
e, com ele,
escapa do peito
todo aquele sentimento
sinônimo de sofrer.
Quando o amor acaba
o que resta
é um vazio
preenchido de alívio
do ver-se livre,
e de um sufoco
do ver-se só.
Quando o amor acaba,
na verdade,
adormece,
entra em coma,
vegeta.
E, assim, atrofia.
Mas o amor nunca acaba,
pois, se acabasse,
não seria amor.
e, com ele,
escapa do peito
todo aquele sentimento
sinônimo de sofrer.
Quando o amor acaba
o que resta
é um vazio
preenchido de alívio
do ver-se livre,
e de um sufoco
do ver-se só.
Quando o amor acaba,
na verdade,
adormece,
entra em coma,
vegeta.
E, assim, atrofia.
Mas o amor nunca acaba,
pois, se acabasse,
não seria amor.
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